domingo, 21 de fevereiro de 2010

Talvez uma explicação.

Esse poema foi indicação de Adélia Prado, e pasmem: pessoalmente. Em uma “palestra” dada por ela, eu perguntei qual era seu poema favorito, e ela respondeu “Tarde de Maio” de Drummond. Por Drummond eu já era apaixonada, mas não conhecia o poema, cheguei em casa, já era madrugada, e a primeira coisa que fiz, foi ligar o computador , ir ao Google e digitar:Tarde de Maio, e foi assim, simples assim.
Depois do primeiro contato, dei-me conta de que sempre achei maio um dos meses mais bonitos do ano, o fato de eu ter nascido em maio não influência na predileção, maio soa suave, tem clima bom, e lexicamente falando, parece-se com meio, e esta no meio do ano..., em que não estamos nem com os cansaços típicos de dezembro e nem a letargia de janeiro, e porque sempre me disseram que o caminho do meio é o mais feliz, e maio me lembra felicidade, e todas as outras simbologias de que se tem conhecimento.

E o poema nada mais é, a meu ver, do que uma exemplificação daquilo que nós guardamos de mais profundo, e que por mais que doa, ainda guardamos, como se estivesse intrínseco, cravado... Uma porção tão nossa, que de tão nossa, torna-se invisível aos olhos alheios.
E talvez seja esse o porquê. Talvez.

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